Sempre fui a estranha garota que acredita em duendes, fadas e finais felizes. Sempre fui a forte garota que fala o que pensa, e pensa sem limites. Sempre fui a inocente garota que criou um próprio mundo imaginário, onde vive isolada em suas expectativas criadas de sonhos impossíveis. Presa em um mundo onde sou outra pessoa, sou eu mesma. Frágil nessa estranha e assustadora realidade, onde nada se passa de bases criadas de um passado que ninguém consegue apagar. Aprendi com falsos sorrisos, com lágrimas derramadas. Sobrevivi a fins de mundos, a finais de sonhos. Passei por cima de decepções, por derrotas. Sofri por medo do imaginário, por não conhecer o real. Aprendi com palavras mal usadas, com lutas não ganhas. Sobrevivo com a maior de todas as saudades. Sempre fui a estranha garota que se arrepende de tudo. Se arrepende de não ter chorado mais. De não ter sorrido mais. De não ter errado mais. Sempre fui a inocente garota que com seus pensamentos incompreendidos conseguiu criar uma máquina do tempo onde pode fazer e dizer tudo aquilo que já deveria se fazer passado. Bem vindo ao maravilhoso mundo imaginário onde eu não sou essa garota que você pensa que conhece

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