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4 de fevereiro de 2012

“Eu não tenho mais medo”, disse a menina que temia o tempo, o mundo. Temia o próprio medo. Ela não tinha muita noção do que havia dito, mesmo não sendo daquela que diz as coisa por dizer, ela ainda tinha medo até do próprio ato de sentir medo. Não digo que ela seja uma medrosa, mas sim que ela tentou ser mais corajosa do que realmente era, o que a fez cair de uma altura de impossível recuperação. 
“eu não tenho mais medo”, disse a menina que temia o tempo, o mundo. Temia o próprio medo. Aquela que temia o que havia dito, mas ela não tinha mais medo, não tinha o que perder.


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