“Mas eu não me importo
Se vai, se vem
Eu tenho tantas memórias
Não preciso de alguém.
O que tantos dizem
Da solidão
Pra mim é piada
As pessoas são em vão.
E nessa amargura
Nessa madrugada
Eu não choro mais
Não sinto nada.
O tempo passou
E eu fiquei
Todos se forão
Sozinha, eternizarei.
E eu estou fria
Estou gelada
Oh, que pena
Aqui dentro não há mais nada.
Eu sou agora
Um poço sem fundo
Um pequeno coração escuro
Nesse pequeno mundo.
E se não há mais sofrimento
É porque transbordou
Nem eu o vi
Acredito que, acabou.
E agora sumo
É por causa de toda essa gente
Me fez sentir invisível
Me fez transparente.
Essa superficialidade me dói
Se vê tudo à borda, na superfície
E isso tudo me corrói
Essa mesmice.
Porém me soa bem o silêncio
O silêncio é bom de se ouvir
Com ele, me sinto em casa
Não tento sumir.
E o melhor é que tudo me mostra
Que eu me dei bem
Não importa se estou sozinha
Não importa se não tenho ninguém.
Agora, olhe pra mim
Veja como mudei
Agora, só luto por mim
As lágrimas, eu limpei.
O amor que eu te dei
Eu recrutei pra mim
Agora não dependo mais de ninguém
E é bem melhor assim.”
-Por Júlia Trindade, http://olanaosounormal.tumblr.com
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