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31 de julho de 2012

Talvez seja um clichê mesmo... Sabe, tudo isso. 
Você, com esses seus olhos apertadinhos fugindo da luz do sol, hipinotizando-me aos poucos, tomando-me aos montes. Olhos de quem nunca passou por uma tempestade por opção, olhos firmes ao "sabe-se lá o que".
Sente-se ao meu lado como costumava fazer nos tempos aqueles de sol forte, de chuva fraca, e faça-me aquele carinho em minha cabeça enquanto arrumava meu cabelo, faz. Enquanto me fazia rir com piadas bobas sobre qualquer coisa.
Clichês daquelas nossas noites vazias ao todo, nunca vi vazio tão cheio, com você deitada na grama comprida sob o céu que nunca vi tão estrelado. Faça-me sentir como naquelas noites quando seus dedos se entrelaçavam aos meus, com uma delicadeza incrível em mãos tão ferventes, contando-me histórias de dragões que cuspiam fogo e princesas salvas por um corajoso com uma espada. Traz de volta aquilo que tínhamos quando a lua chegava.
Leve-me ao deck que costumávamos ver o sol se por, sob luz alaranjada você me girava devagarzinho, como se dançássemos nossa valsa real, me trazia para perto de ti, onde era meu lugar, e colocava minha cabeça sobre seu ombro, segurança, e só o que eu ouvia era tua respiração, tão perto de mim, poderia viver só desse momento, só sabendo que você está ali comigo, que é meu ombro.
Aquelas tardes que apostávamos corrida até a beira do mar e você nunca me deixava ganhar, só para quando eu chegar logo atrás de você, poder dizer que merece um prêmio, e me beijar enquanto eu ainda tento recuperar meu fôlego.
Traga-me de volta todos os nossos clichês, traga-me você.
Te vejo ao chegar da Lua, um dia, quem sabe.

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