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29 de junho de 2012

Maior do que a falta que sinto dela, é a falta que sinto de como ele era quando ainda tinha ela...

27 de junho de 2012

- E olhe só, pequena, se olhar para trás, e abrir bem sua mente, irá se lembrar de quando falei sobre o Sol de Junho para você. Enxergou ele?
- Sim mestre... Quer dizer, eu acho.
- Como assim, pequena?
- Não sei não... Será possível que fui para o lado errado e acabei encontrando um outro Sol?
- Um outro Sol? Só existe um Sol...
- Sim mestre, mas será que não consegui encontra o Sol de Junho e então criei meu próprio Sol?
- O que quer dizer com o seu próprio Sol, pequena? Quer dizer que acabou se contendo com outra luz?
- Exato! Talvez me iluminei com o raio errado, entende?
- Na verdade não pequena... Parece confuso. Confusão.
- Exatamente... Esse é o Sol que enxerguei.
“27 de junho de 2011”.
Para os calendários, doze meses atrás. Para os bobos, data de hoje com um erro no ano. Para os pessimistas, mês frio do ano passado. Para a maioria, menor importância. Mas para mim, uma data que mudou tudo. “O nome... Podia ser algo como “sorriso inocente”. Inocente, inocência, innocence... Innocence of a...” E travei. “Innocence of a” o que?! Nem um pouco persistente, já estava até desistindo de criar o blog. “Aí, não tenho nem uma ideia em mente” Mente! Era isso! “Innocence Of A Mind”. Inocência de uma mente, para quem nunca prestou a atenção no significado. Interprete do jeito que quiser. Uma mente inocente, ou a procura da inocência de uma. Com seu design todo cor-de-rosa, comecei a escrever no meu Innocence.
Na época, Innocence Of A Mind, média de três visitantes por dia, cinco ou seis postagens por semana, e uma escritora feliz.
Até que eu tinha leitores sim! Meu irmão, minha mãe, e meu pai. Mas aí teve um dia, que eu estava na escola, e um colega meu falou “Bem legal, aquilo do teu blog”. E eu fiquei tipo, hein? Meu blog? Meu Innocence? Eu realmente tinha leitores! Comecei a escrever diariamente, ou quase. Com o tempo, e a tecnologia de tradutores, Innocence virou mundial, contando com leitores, “inocentes”, como gosto de chamar, Alemães, Russos, Portugueses, Canadenses, Americanos, Argentinos, Letões e Ucranianos. Comecei a receber pedidos de ajuda, gente que se sentia perdido e acreditava que eu conseguiria ajudar! Eu não poderia estar mais feliz. Sabe por que eu estou fazendo esse texto, agora? (Porque é niver de um ano do Innocence, né Isabella. Dãã) Eeer, bom, por isso também. Mas na verdade eu só estou aproveitando pra falar com os meus leitores, meus Inocentes. Todos os textos que escrevi, durante esse um ano, são de forma indireta. Nunca usei palavras que falem direto aos leitores, e tenho um motivo. Minha ideia era que quando entrassem no Innocence, esquecessem que a Isabella Queiroz que o escrevia. Queria que meus textos fossem lidos como uma espécie de subconsciência, uma vozinha dentro da nossa cabeça. Entendem? Mas hoje, é um texto da Isabella Queiroz para os seus inocentes. Hoje, dia 27 de junho de 2012, faz um ano que criei algo que para muitos parece bobagem, mas para mim é a melhor coisa que já me aconteceu. O Innocence já foi motivo de muitas coisas na minha vida, já foi meu estimulante, já foi o meu melhor amigo, já foi o meu único jeito de sorrir, já foi meu refúgio, já foi minhas mil e uma fases, já foi inspiração, já foi e sempre será. Para os poucos que estão lendo esse longo texto, eu digo obrigada. Obrigada a todos que fizeram parte disso, a todos que acreditaram que daria certo, a todos que acreditaram que EU faria dar certo. Um obrigada especial ao meu pai e minha mãe, que sempre viram os erros de português e me corrigiram, que sempre leram e elogiou quando merecido. Para a Júlia, que tanto já postei os textos dela no Innocence, pelo tanto que já foi inspiração. Obrigada a Milena e a Taís Dotto, que tanto já entenderam o Innocence, que tanto já tiveram que viver comigo o que eu passava para os textos. Obrigada ao Bruno, que sempre será meu melhor leitor. Ao Renan, por tantas vezes que elogiou, por tantas as vezes que me ajudou com o design. Obriga a Nati Martins, a Taís Bettio que são quem eu estarei sempre pronta a ajudar. E muito obrigada a todos os leitores ou simplesmente visitantes, muito obrigada a todos que já fizeram meu dia ser melhor lendo algum dos meus textos, ou até se identificando com eles. Muito obrigada a quem criticou também. Obrigada pelas palavras malvadas sobre o Innocence, pois só tenho uma coisa a dizer: É UM ANO, INNOCENCE! UM ANO!
Innocence Of A Mind, um ano de existência, uma média de 90 visitantes por mês, um total de mais de 11,200 visitantes nesse um ano, vindo eles de todas as partes do mundo, mais de 600 postagens, e uma escritora muito feliz.

25 de junho de 2012

Me lembro claramente. Não digo como se fosse ontem, mas lembro. Anos e anos se passaram, mas o Felipe Cecconello sempre esteve por aqui. Lembro de acordar de manhã bem cedinho, quando ele ia pra escola com a gente, e eu ficava vendo "Dora, a Aventureira" e ele rindo da minha cara por que odiava o desenho. Lembro de todas as noites que a eu, ele e o Bruno brincávamos de esconde-esconde, das coisas quebraram. Já era rotina. O Felipe praticamente virou meu irmão. Todos os dias com a gente, rindo, se divertindo, e dando uma de Felipe, com aquele jeito que só ele tem. Os anos se passaram, e eu não sou mais aquela pequeninha que brincava de esconde-esconde e ele não é mais aquele menininho maluco. MENTIRA. Ele ainda é o menininho maluco. Chegou uma parte da história toda, que o Felipe era tão da família, que eu até esquecia de demonstrar como ele era especial. E bobo como ele é, ele foi acreditando que não era. Como na vez que eu não dei o primeiro pedaço do bolo pra ele no meu aniversário, ou todas as cobranças de eu nunca ter escrito nada pra ele. Viu Felipe, eu finalmente to fazendo o teu texto. Eu reclamo, sempre to reclamando, quando tu chega aqui em casa (tipo, todos os dias) e faz alguma brincadeira comigo, ou alguma provocação. Mas Felipe, tu sabe que não teria graça se eu não ficasse irritadinha. Todos os momentos importantes que já tive, todos tu teve uma participação, e cada vez que pensar em algum deles, vou lembrar de tu estar do meu lado. Todos dizem: mas ele é só o amigo do teu irmão... Só o amigo do meu irmão? Aquele menino mora na minha casa! Aquele menino é um dos melhores amigos que eu tenho! Aquele menino sempre esteve presente, sempre esteve ao meu lado! Aquele meninos sempre se preocupou, sempre me ajudou, sempre me fez rir. Aquele menino é uma piada. Antes mesmo de eu estar no Mellinho, antes mesmo de eu ter cinco anos de idade, o Felipe esteve por aqui. O Felipe viu a construção da casa, eu apagando umas 8 velas de aniversário, ele viu, ele participou, ele está em tudo. Felipe, obrigada por tudo, e finalmente, esse é o teu texto, depois de muito tempo. Eu te amo, seu doido.

21 de junho de 2012

Passei por você hoje mais cedo... Você estava caminhando com aquele seu amigo que costumava fazer piadinhas que raramente tinham graça sobre nós quando ainda estávamos juntos. Te vi por de trás do vidro do carro que parecia meio embaçado, mas claramente te vi. Te vi... Você estava com aquele boné que costumava colocar em minha cabeça e dizer que fico linda, e com aquela camisa velha e muito usada mas que tinha cheiro de lavado pela mamãe, com a qual me aquecia naqueles finais de semana congelantes. Você estava... Estava. Nostalgicamente, acompanhei o olhar lentamente ao teu, que nem sequer se deu ao encontro do meu. Como eu sentia falta dos teus olhos... Sabe, quando eles brilhavam quando todos ficavam em silêncio e eu chegava bem pertinho... Silêncio. Foi o que restou, não é? Silêncio é o que tinha nos meus olhos quando passei por ti hoje mais cedo. Sinto falta de barulho. De ti. Passarei de novo. 

11 de junho de 2012

“A felicidade é uma consequência” Já diria uma grande e sábia amiga minha. Só peço que pensem mais, que odeiam menos. Só peço que deixem de bobeira, de dar tanta importância. Só peço que esqueçam as diferenças, esqueçam se aquela menina é muito quietinha, se aquele menino é negro, ou se aquela menina é atéia. Esqueçam. Aproveitem, não seremos jovens para sempre. O que fizermos agora, com 13, 14 anos, deve ficar guardado para nós. Quero daqui a 10 anos ver fotos nossas e dar boas risadas, e não ficar lembrando de, sei lá, aquela menina naturalista que brigou com o menino capitalista. Defendam seu ser especial, mas com moderação. Amem mais! Não distribuam “eu te amo” só por conforto. Sejam quem vocês realmente são! Eu acredito em duendes, gosto de música dos anos 60 e sou naturalista. Posso ser amiga de alguém diferente de mim! Vamos ter mais respeito! Vamos ter mais paz! Ninguém é mais que ninguém, ninguém conhece realmente alguém. A gente nunca sabe se aquela colega é realmente feliz. Façam ela feliz! Vamos viver! Sem problemas nem nada. Não seremos jovens para sempre. Aprendam a ser jovens. Aprendam a ser feliz. A felicidade é uma consequência.

Afogando. Deve ser isso. Entende? O que eu to sentindo, deve ser o mesmo que sentimos quando nos afogamos em uma mar imenso e azul. Sabe, sufocando em meio a litros, quilos, de coisas que parecem tão lindas, belas, esbeltas talvez, mas que você não soube lidar. Sabe, tropeçou, ficou desatenta, se perdeu.... afogou. Levantar. Tentar, pelo menos. No desespero, não conseguiu, não é mesmo? Eu bato meus braços com força, força, força... Fico fraca. Continuo me afogando, em tudo, em mim... as vezes em ti. Essas coisas em que me enrosco, me impedem de continuar, de tentar, como elas foram parar ali? Me afogo aonde? Quando foi que cai em tudo isso? Me afogo em dúvidas nesses momento. Complicações. Textos que ninguém intende. Textos que não explicam. Com ideias fracas, fortes emoções, tento nadar contra aquele buraco, que buraco... Olha lá! Estou subindo! Boiando, talvez. Como isso aconteceu? Só porque eu esperei? Porque eu realmente tentei subir para ver o Sol refletindo na beira da água? Estou mais alta do que a última vez que estive aqui pela beira. Mais forte, mais feliz. Já me afoguei... E como foi bom ter afogado!

2 de junho de 2012

OLHA PEQUENA! 
É o sol de Junho!
Ta vendo a luz, menina?
Abre os olhos, olha a claridade tentando te invadir.
OLHA PEQUENA!
Não tenha medo de Junho!

30 de maio de 2012

Eu não to conseguindo. Eu achei que estivesse, mas me enganei. E não sei mais o que fazer, se realmente preciso fazer alguma coisa, Eu to me perdendo de mim, tentando achar um jeito de sair correndo e ver se consigo resolver tudo isso. Mas eu não consigo, e isso está me machucando. Não tenho mais visto tudo aquilo que via nas coisas que gosto tanto, ou que costumava gostar, NÃO SEI MAIS ESCREVER COMO ANTES, não sei mais me organizar nas coisas mais simples, não sei se consigo acreditar nas minhas próprias e clássicas metáforas de que é só esperar, de deixar o tempo resolver e que, sei lá, logo depois da tempestade vem o Sol. Mas e se a tempestade for muito forte, ou muito duradoura, a ponto de me derrubar? E SE O SOL NUNCA VIR? E se esse for o Sol e eu não saiba como fazer para conseguir ver seus raios de luz? E se tudo isso for só bobagem? Meu deus, esses "e se" me matam, mais do que qualquer coisas. Será que todos passam por isso? Será que é passageiro? Eu não sei. Viu, eu não sei de nada, e esse é o problema. Como pode, estava tudo tão certo... Ou pelo menos parecia. É, estava tudo tão bom que eu prometi a mim mesma nunca mais ficar confusa, mas é difícil não ficar assim agora. Já passei por isso outras vezes, mas nunca assim tão forte. Eu não consigo fazer mais nada que fazia. Não tiro todas aquelas notas máximas com antes nem tenho lido tanto quanto antigamente. Será falta de tempo? Falta de atenção? Será falta de mim mesma? Com certeza de mim mesma. Ando me sentindo tão vazia... Sabe? Parece que não tenho mais nada a oferecer. Não que eu queira voltar a ser aquela de uns dois anos atrás, mas não seria ruim me intender como naquela época. Tenho medo de achar que estou fazendo tudo certo e na verdade estar completamente errado, e eu não conseguir voltar atrás. E o que vou fazer com me futuro, meu deus! Estou enlouquecendo. Fico pensando, e se eu não conseguir ser tão feliz quanto eu imagino? E se nada acontecer como o planejado? E se tudo for minha culpa, só por que deixei a tempestade me derrubar? Agora, escrevendo esse texto, são mais ou menos duas da manhã, estou ouvindo barulhos fortes de pingos de chuva batendo na janela. SÓ ESPERO ACHAR OS RAIOS DE LUZ QUANDO ELA ACABAR.
-Não queime-se nessa luz.

25 de maio de 2012

Já chamei de amigo pessoas que nunca desejariam o meu bem. Jé gastei noites pensando em pessoas que jamais pensariam em mim. Já sorri em momentos em que deveria ter desabado em lágrimas. Abracei pessoas que nunca deveria ter chegado perto. Já chorei escutando músicas que deviam me fazer sorrir. Já fiz tudo o inverso, que hoje me trouxeram ao melhor revés que existe.

23 de maio de 2012

TUDO PASSA. Coisas boas se vão, coisas ruins se superam. Algumas persistem, mas não continuem. O que você está fazendo? Persistindo triste e deixando tudo passar?

20 de maio de 2012

Ela nunca os olhos fechava. Como poderia, grande Menina, ter medo da escuridão? A Menina nem com a mão a luz cobria. Sabe-se lá o que no escuro havia, não é mesmo, pequena grande Menina? Mal ela sabia que era a claridade que temia, a tão grande Menina. Por entre raios de luz, Menina se escondia, dizia ela que sofria. Mil outras meninas, nenhuma, medo tinha, como a tal esquecida. Como poderia, linda Menina, por tantas outras, não ser entendida? Ela, que o escuro temia, só queria sorrir, assim como as outras tais. A Menina escuridão temia, na verdade, o escuro ser como o clarão. Ela vai levando, piadas aturando, suas mil e uma ideias clareando. Como poderia agora, aquela Menina, ser sua própria escuridão?

13 de maio de 2012

“Eu estou bem de uma forma muito estranha. Bem de uma forma tão simples, que parece meio inacreditável. É como se um abraço bastasse, como se um cafuné fosse o suficiente. O tão pouco faz toda a diferença e ter aprendido isso, me fez melhor. Me sinto tão leve, como se o azul do céu me purificasse e eu me sentisse livre, leve como uma pena solta por aí. Voando… Feliz. Eu finalmente entendi que a base da felicidade é fazer o que quer. É fazer o que quer hoje. Pensar somente no agora. Sem preocupações com as consequências de amanhã. Desperdício de tempo é coisa séria e aproveitá-lo faz bem de uma forma indescritível. Pensar no ontem por uma fração de segundo e ter o que lembrar faz tão bem. Te coloca um sorriso bobo no rosto sem que tu perceba. Mas não é engraçado? As pessoas passam a vida correndo atrás da felicidade. Mas a felicidade é só uma coisa idiota inventada pelas pessoas pra que elas se preocupem com isso, enquanto podiam estar fazendo qualquer outra coisa. Qualquer outra coisa que realmente valesse a pena. Não vale a pena correr atrás da felicidade, enquanto ela é somente uma bolha de sabão que sobe, sobe e estoura no ar; não adianta correr atrás da felicidade, enquanto ela é só uma pena correndo atrás do vento. Você deve entender que a felicidade é apenas uma consequência. É o efeito da droga nas tuas veias. É o que tu sente quando tu acorda na manhã seguinte ao espetáculo de dança que foi perfeito, é o que tu sente depois que percebe que fez o que valia a pena, que se arriscou e aquilo fez bem. A felicidade é uma mistura de doses. No início, é medo e depois é adrenalina e isso corre pelas tuas veias e quando você percebe, você pode sentir aquela sensação correndo pelos teus pulmões, porque agora é isso que te faz respirar. E é tão natural, a ponto de parecer um sonho. Quase vale a pena se beliscar pra ver se não está sonhando. Mas a felicidade é uma droga boa, ou então, a recuperação pras drogas ruins. É a morfina no teu sangue. Oh, mas então, raciocine: pra quê pensar tanto? Ser feliz é fácil como voar, é só imaginar. E a imaginação é a primeira dose pra tudo; primeira, não única. Te arrisca e tu poderá perceber que a consequência vem e vale mais a pena errar do que ficar imaginando como poderia ter sido. Não deixe a imaginação tomar conta de ti. Dessa, você só deve beber um gole, pra ver as coisas acontecendo, entende? Considere essa, a dose que tá coragem. Bobocas os que dizem que consequência é algo ruim, quando sabemos que ela é resultado de algo - geralmente - bom. Quem sabe dê certo… Um brinde à felicidade! E quem é que não se arriscaria, por até menos do que isso, se talvez a felicidade virá em troca?”
— A felicidade é apenas uma consequênciaolanaosounormal
You can take everything I have, you can break everything I am, like i'm made of glass, like i'm made of paper. Go on and try to tear me down, I will be rising from the ground.
Skyscraper, Demi.

12 de maio de 2012

E eu estou bem assim, entende? Bem por mil e um olhares, o que é estar bem, pergunto-me. Estar bem é saber que é só levar, só esperar. Vai melhorar, não é mesmo. Estar bem é SEGURAR O CHORO, a saudade. Estar bem é estar no fundo de tudo e achar que vai ficar tudo como merece. Sabe, eu não sou cega. Eu sei que está tudo errado, sei bem tudo o que estou passando por nunca ser tudo o que poderia ser, mas eu lido com os fatos, entende? Estou em uma fase difícil de tudo isso sobre socializar, ou ser amiga das pessoas. Sabe, eu tenho amigas. As melhores do mundo. E como sempre, todas de uma série acima. Mas sabe, EU DARIA TUDO PARA NÃO SER ALVO DE PIADINHAS, ou para conseguir ser amiga, ou pelo menos respeitada por minhas colegas. Sabe, eu queria que a minha melhor amiga estivesse sentada na classe ao lado! Eu escondo, finjo, que não ligo quando todas elas, minhas amigas de verdade, começam a falar sobre a viagem das oitavas delas. EU TO FELIZ POR ELAS. Mas ta ficando difícil segurar o choro de quando começo imaginar ver todas elas entrando em um ônibus com sua turma, pra ficar longe por, sei lá, 15 dias... E eu aqui... ainda não tão próxima ao ensino médio. EU NÃO AGUENTO MAIS, entrar naquela sala de aula e saber que todos te olham atravessado, só porque tenho um cabelo estranho, porque sou quatro olhos, porque só canto Beatles, porque eu não sou elas. TA COMEÇANDO A DOER! Tá começando a ficar insuportável ter que esconder essa dor, sorrindo até para os meus pais! Eu não consigo mais... Eu to mal... Mas sabe como se sobrevive hoje... É SÓ DIZER QUE ESTÁ TUDO BEM.
E é só ir levando, não é mesmo?
Você flutua como uma pena, em um mundo bonito. Eu queria ser especial, você é tão especial, mas eu sou um verme, sou um esquisitão. Que diabos estou fazendo aqui? Eu não pertenço a este lugar Eu não ligo se isso machuca, eu quero ter o controle, eu quero um corpo perfeito, eu quero uma alma perfeita, eu quero que você perceba.

Creep, Radiohead.